A HISTORIA DO PÃO A origem do pão data de milhares de anos antes de Cristo. Os primeiros pães eram feitos de glandes de carvalho e faia trituradas, que, para se tirar o sabor amargo, eram lavadas com água fervente, tornando-se uma massa que era levada ao sol para secar. Adicionando-se farinha, faziam-se broas. Os cereais, tão comuns nos pães, foram utilizados primeiramente em sopas e papas. Com o passar do tempo foram adicionados às farinhas mel, doces, ovos, carne moída, dando origem aos bolos e posteriormente ao pão. Esses bolos eram assados sobre pedras quentes ou cinzas. Os primeiros a assarem os pães em fornos foram os egípicios, que também descobriram que o acréscimo de líquido fermentado (fermento) à massa do pão o tornavam mais leve e macio. A técnica de utilizar fermento no pão não era usada pelos judeus, que acreditavam que a fermentação era uma forma de decomposição e impureza e, na Páscoa só é consumido, até hoje, o pão sem fermento. Com a sua chegada à Europa por intermédio dos gregos, o pão era feito pelas mulheres em Roma na época do império, em 168 a.C., passando a sua fabricação aos padeiros originando as primeiras padarias públicas. Mas com a queda do império na Idade Média, o pão voltou a ter sua fabricação caseira, e apenas os castelos e conventos possuíam padarias. Com o aprimoramento dos processos de moagem do trigo, inicialmente em
moinhos de tração animal passando para os movidos a água
e finalmente pelo vento, teve origem a indústria de panificação.
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